Toda estufa de cura, secagem ou tratamento térmico compartilha uma necessidade básica: subir a temperatura de forma controlada até um valor de trabalho, e depois manter esse valor estável por um tempo determinado. O que muda de uma estufa para outra é a escala: uma estufa pequena, de zona única, resolve isso com um controlador e uma lógica simples de rampa e patamar. Uma estufa industrial, com vários pontos de controle independentes, precisa sincronizar tudo isso entre múltiplos controladores ao mesmo tempo.
Cenário 1: estufa de zona única
Para uma estufa com um único ponto de controle, C414 e C417 (link a confirmar após publicação) resolvem o perfil de rampa mais patamar através das funções RATE e TIMER (link a confirmar após publicação): a função RATE controla a subida da temperatura em graus por minuto até o set-point de trabalho, e a função TIMER conta o tempo que a temperatura precisa se manter nesse patamar depois que a rampa termina.

Cenário 2: estufa industrial com múltiplos pontos de controle
Estufas de escala industrial costumam ter vários loops de controle independentes, cada um com seu próprio sensor, resistência de aquecimento, relé de estado sólido e controlador. Um exemplo documentado pela Contemp descreve uma estufa com nove loops de controle desse tipo.
Programar e disparar a receita térmica em cada um desses controladores individualmente, um por um, aumenta o risco de erro de operação, principalmente se algum controlador ficar com uma configuração diferente dos demais por engano. A topologia mestre-escravo resolve isso: um controlador mestre concentra a programação e a partida da receita, e distribui automaticamente o set-point de controle para todos os controladores escravos ao mesmo tempo.
Essa topologia está disponível nos controladores C714, C715 e C719, da Linha Avançada.

Duas formas de implementar mestre-escravo
Existem duas maneiras de fazer um controlador distribuir o set-point para os demais, dependendo dos opcionais instalados:
Set-point remoto por sinal analógico
O controlador mestre precisa do opcional de saída analógica de 12 bits, configurada para retransmitir o set-point de controle. Cada controlador escravo recebe esse sinal de 0/4 a 20mA pelo opcional de entrada de set-point remoto. É a forma documentada especificamente para o exemplo de estufa da Contemp, com ligação direta e sem depender de rede digital.
Broadcast pela rede RS485
Como alternativa, é possível usar a comunicação RS485: quando o endereço de um controlador na rede é configurado como 247, ele envia automaticamente um comando de broadcast com seu set-point para os demais controladores escravos, ativando a função de set-point remoto neles via MODBUS-RTU, sem precisar do cabeamento analógico ponto a ponto.
| Aspecto | Set-point remoto analógico | Broadcast via RS485 |
|---|---|---|
| Opcional necessário no mestre | Saída analógica 12 bits | Comunicação RS485, endereço 247 |
| Opcional necessário nos escravos | Entrada de set-point remoto | Comunicação RS485 |
| Tipo de sinal | 0/4 a 20mA, cabeamento direto | Rede digital MODBUS-RTU |
| Quantidade de escravos | Depende da instalação elétrica ponto a ponto | Até 247 controladores na mesma rede |
Tabela de decisão rápida
| Cenário da estufa | Controlador recomendado |
|---|---|
| Zona única, rampa e patamar simples | C414 ou C417 |
| Múltiplos loops, com programação centralizada | C714, C715 ou C719, em topologia mestre-escravo |
| Múltiplos loops conectados em rede digital | C715 ou C719, com RS485 (endereço 247 no mestre) |
Perguntas frequentes
- Qual controlador usar para uma estufa simples de zona única?
O C414 ou o C417, usando as funções RATE (para a rampa de subida) e TIMER (para o patamar de manutenção da temperatura). - O que é a topologia mestre-escravo e quando usar?
É uma configuração em que um controlador mestre concentra a programação e distribui automaticamente o set-point de controle para os demais controladores escravos da estufa. Vale usar quando a estufa tem vários pontos de controle independentes e você quer evitar configurar cada um manualmente. - Quais opcionais são necessários para a topologia mestre-escravo?
No método documentado para essa aplicação, o mestre precisa da saída analógica de 12 bits, e os escravos precisam da entrada de set-point remoto. Como alternativa, é possível usar o opcional de comunicação RS485 em vez do sinal analógico direto. - Existe mais de uma forma de implementar mestre-escravo?
Sim. Pelo sinal analógico de set-point remoto (0/4 a 20mA, cabeamento direto), ou pela rede RS485, configurando o endereço 247 no controlador mestre, que passa a fazer broadcast do set-point via MODBUS-RTU. - Quantos loops de controle uma estufa industrial pode ter com essa topologia?
Um exemplo documentado pela Contemp descreve nove loops de controle. Usando a rede RS485 em vez do sinal analógico, o limite técnico sobe para até 247 controladores na mesma rede.
Onde encontrar
- Controlador de Temperatura C414 e C417 (link a confirmar após publicação)
- Controlador de Processos C714, C715 e C719 (link a confirmar após publicação)
- Dúvidas técnicas: fale com o suporte Contemp