Ficha técnica
| Característica | Especificação |
|---|---|
| Composição | Positivo: Cobre (Cu) · Negativo: Constantan (Cobre 55% / Níquel 45%) |
| Faixa de grau termopar | -270°C a 370°C |
| Faixa de melhor repetibilidade | -200°C a +200°C |
| Faixa recomendada com bainha mineral | 0°C a 350°C |
| Tolerância Classe 1 (IEC 60584) | ±0,5°C ou ±0,4% |
| Classe 3 (IEC 60584) | Específica para uso criogênico, aproximadamente -200°C a +40°C, exige especificação explícita no pedido |
| Sensibilidade | Aproximadamente 43 µV/°C |
| Ponto Curie | Não existe, cobre e constantan são não magnéticos |
| Melhor uso | Baixas temperaturas, ambientes úmidos, criogenia |
| Evitar | Uso continuado acima de 370°C, onde o cobre oxida rapidamente |
O único da família pensado para o frio
Todos os outros seis termopares desta série (J, K, N, S, R, B) foram detalhados pensando em processos de alta temperatura, tratamento térmico e conformidade com a CQI-9. O termopar tipo T é diferente: ele é o especialista da família em temperaturas baixas e criogênicas, com excelente repetibilidade entre -200°C e +200°C. Isso abre uma frente de aplicação que os outros tipos não cobrem bem: cadeia do frio, armazenamento de vacinas, ultracongeladores, laboratórios e processos farmacêuticos e alimentícios que operam abaixo de zero.

Sem ponto Curie: uma vantagem de estabilidade pouco comentada
O termopar tipo K perde estabilidade de forma abrupta perto do seu ponto Curie, em torno de 354°C. O termopar tipo J sofre uma alteração permanente de calibração ao ultrapassar 770°C, o ponto Curie do ferro. O termopar tipo T não tem esse problema: como nem o cobre nem o constantan são materiais magnéticos, não existe uma transição abrupta de propriedades em nenhuma temperatura da sua faixa de uso. Isso contribui para a estabilidade e repetibilidade que tornam o tipo T referência em aplicações de laboratório.
O cuidado prático: condutividade térmica do cobre
O cobre tem condutividade térmica mais alta do que as ligas usadas nos outros tipos de termopar. Na prática, isso significa que o calor pode se propagar ao longo do fio de cobre para fora do ponto de medição, um fenômeno chamado erro de condução pelo corpo do sensor. Para minimizar esse efeito, a profundidade de imersão do termopar tipo T no processo importa mais do que costuma importar em outros tipos, instalações rasas tendem a subestimar a temperatura real medida.
Resistente à umidade, ao contrário do termopar tipo J
Vale um contraste direto com o termopar tipo J: enquanto o ferro do tipo J enferruja com facilidade em contato com umidade e condensação, o termopar tipo T funciona bem mesmo em ambientes úmidos, sem oxidar. Essa característica reforça sua adequação a processos de refrigeração, câmaras frias e ambientes com variação de umidade, exatamente os cenários em que o tipo J exigiria cuidado extra.
Se você precisa de precisão criogênica, especifique isso no pedido
A IEC 60584 define uma Classe 3 específica para uso criogênico, cobrindo aproximadamente -200°C a +40°C. O detalhe importante é que nem sempre um lote de material padrão de termopar tipo T atende simultaneamente às tolerâncias de Classe 2 e Classe 3 ao longo de toda a faixa. Se sua aplicação exige a precisão criogênica da Classe 3, isso precisa ser especificado explicitamente no pedido, não é o padrão automático de qualquer termopar tipo T comprado sem essa exigência.
Termopar Tipo T da linha Contemp
O termopar tipo T está disponível como opção de sensor na mesma família de produtos que já cobre os tipos J, K e N. Para aplicações de baixa temperatura, os produtos com faixa mais próxima da especialidade do tipo T costumam ser os mais indicados:
| Produto Contemp | Construção | Faixa | Por que considerar | |
|---|---|---|---|---|
![]() | SCTL | Haste inox cravada em cabo de sinal, até 300°C | -20°C a 300°C | Faixa alinhada à especialidade do termopar tipo T, construção simples e econômica. |
![]() | SMCL / SMCR | Isolação mineral com cabeçote de ligação | -160°C a 1150°C | Isolação mineral protege contra umidade em ambientes de câmara fria ou refrigeração. |
![]() | FSBA | Flexível, mola de ajuste e baioneta ajustável | -20°C a 300°C | Boa opção para instalação em equipamentos com acesso limitado, comum em câmaras frigoríficas. |
Perguntas frequentes
- O termopar tipo T pode ser usado acima de 370°C?
Não é recomendado. Acima dessa faixa, o cobre da perna positiva começa a oxidar rapidamente, comprometendo a precisão e a vida útil do sensor. - Por que o termopar tipo T é considerado o mais estável entre os termopares de metal básico?
Porque não tem ponto Curie: nem o cobre nem o constantan são materiais magnéticos, então não existe a transição abrupta de propriedades que afeta os termopares tipo K e tipo J em temperaturas específicas. - Preciso de cuidado especial na instalação do termopar tipo T?
Sim. Por causa da alta condutividade térmica do cobre, a profundidade de imersão no processo é mais importante do que em outros tipos, para evitar que o calor se propague para fora do ponto de medição. - Todo termopar tipo T atende à precisão criogênica de Classe 3?
Não automaticamente. Se sua aplicação exige essa precisão, é necessário especificar isso no pedido, já que nem todo lote de material atende Classe 2 e Classe 3 simultaneamente em toda a faixa. - O termopar tipo T é adequado para a indústria farmacêutica e alimentícia?
Sim, é um dos tipos mais usados nesses setores, especialmente em cadeia do frio, armazenamento de vacinas e processos que operam abaixo de zero, graças à sua estabilidade e resistência à umidade.
Resumindo
- O termopar tipo T (Cobre / Constantan) opera de -270°C a 370°C, com excelente repetibilidade entre -200°C e +200°C, sendo o único da linha especializado em baixas temperaturas.
- É o único tipo sem ponto Curie, o que evita a transição abrupta de propriedades vista nos termopares tipo K e tipo J.
- A alta condutividade térmica do cobre exige atenção à profundidade de imersão na instalação.
- Diferente do termopar tipo J, funciona bem em ambientes úmidos, sem oxidar.
- Para precisão criogênica (Classe 3, IEC 60584), é preciso especificar isso explicitamente no pedido.
Fale com a Contemp
Se sua operação trabalha com cadeia do frio, câmaras frigoríficas ou processos farmacêuticos e alimentícios que exigem rastreabilidade abaixo de zero, o laboratório de calibração da Contemp, acreditado pela Cgcre/Inmetro (CAL 0224) conforme ISO 17025, calibra termopares tipo T com a precisão que sua aplicação exige. Fale com nossos especialistas.
Leia também, na nossa série sobre CQI-9:
- Conceitos Básicos da CQI-9
- Termopar Tipo J: Composição, Faixa e Quando Escolher em Vez do Tipo K (link a confirmar após publicação)
- Termopar Tipo K: Guia Completo de Aplicações, Limites e Green Rot (link a confirmar após publicação)


