Ficha técnica
| Característica | Termopar Tipo R | Termopar Tipo S |
|---|---|---|
| Composição (positivo) | Platina 87% / Ródio 13% (Pt87Rh13) | Platina 90% / Ródio 10% (Pt90Rh10) |
| Composição (negativo) | Platina pura | Platina pura |
| Faixa de operação | 0°C a aproximadamente 1600°C, uso contínuo | 0°C a 1600°C, uso contínuo |
| Sensibilidade | Ligeiramente maior que o tipo S | Aproximadamente 10 µV/°C |
| Estabilidade | Marginalmente superior ao tipo S | Padrão histórico de referência internacional |
| Custo | Mais caro que o tipo S (maior teor de ródio) | Referência de custo entre os nobres |
| Cor do cabo (padrão IEC) | Laranja (positivo) / Branco (negativo) | Laranja (positivo) / Branco (negativo) |
O detalhe que pode causar erro de instalação: a mesma cor de cabo
Aqui está o ponto mais importante deste artigo, e o menos falado: sob o padrão de cores IEC, o termopar tipo R e o termopar tipo S usam exatamente o mesmo código de cor, laranja no positivo e branco no negativo. Visualmente, um cabo de tipo R e um cabo de tipo S são indistinguíveis à primeira vista. A única forma confiável de diferenciar é pela identificação impressa no próprio cabo ou na documentação técnica do sensor, não pela cor.
Isso importa na prática porque, embora os dois termopares sejam parecidos, eles não são intercambiáveis: cada um tem sua própria tabela de referência de tensão por temperatura conforme a IEC 60584. Instalar um termopar tipo R mas configurar o instrumento de leitura para tipo S, ou vice-versa, gera um erro de medição sistemático que pode passar despercebido justamente porque os dois sensores “parecem” a mesma coisa.

Termopar tipo R x termopar tipo S: o que realmente muda
Os dois termopares são tão parecidos em desempenho que a escolha entre eles raramente é uma questão técnica pura. O termopar tipo R tem uma saída elétrica ligeiramente maior e estabilidade marginalmente superior à do termopar tipo S, mas isso vem com um custo mais alto, já que o ródio é o componente mais caro da liga e o tipo R usa mais dele (13% contra 10%).
Na prática, três fatores costumam decidir a escolha:
- Instrumentação já instalada. Se sua planta já tem instrumentos de leitura e sistemas de controle calibrados para termopar tipo S, trocar para tipo R exige reconfigurar essa cadeia inteira, não só o sensor.
- Requisito específico do cliente ou processo. Alguns processos ou clientes especificam um tipo em particular por padronização histórica, independentemente da diferença técnica ser pequena.
- Orçamento. Quando não há motivo técnico específico para o termopar tipo R, o termopar tipo S entrega desempenho equivalente a um custo menor, e é o padrão mais amplamente usado em sistemas de controle já existentes.

Termopar Tipo R da linha Contemp
O catálogo de termopares nobres da Contemp é organizado por construção física, não por tipo de sensor isoladamente, então o termopar tipo R está disponível como opção de sensor dentro das mesmas linhas de produto que atendem o tipo S e o tipo B:
| Produto Contemp | Construção | Faixa | Observação | |
|---|---|---|---|---|
![]() | TCCL | Cabeçote de ligação, luva metálica e proteção cerâmica | 0°C a 1580°C, cerâmica 710 nacional suporta até 1600°C | Disponível com rosca, bucim ou anel de fixação ao processo |
![]() | TCCC | Refil com isolador cerâmico capilar e bloco de ligação | 20°C a 1580°C | Elemento de reposição para quem já tem o tubo de proteção instalado |
Ao especificar qualquer um desses produtos, confirme explicitamente na sua ordem de compra se o sensor deve ser termopar tipo R ou termopar tipo S, já que, como vimos acima, a diferença não é visualmente óbvia depois de instalado.
Perguntas frequentes
- Um termopar tipo R pode substituir um tipo S sem nenhum ajuste?
Não. Apesar da semelhança física e de composição, cada um segue sua própria tabela de referência conforme a IEC 60584. O instrumento de leitura precisa estar configurado para o tipo correto, ou a temperatura indicada estará sistematicamente errada. - Como faço para saber se um termopar já instalado é tipo R ou tipo S, se a cor do cabo é igual?
Verifique a identificação impressa no próprio cabo ou consulte a documentação técnica e o certificado de calibração do sensor. A cor do cabo, sozinha, não permite diferenciar o termopar tipo R do termopar tipo S. - Vale a pena pagar mais caro pelo termopar tipo R?
Só se houver um motivo técnico específico, como exigência do cliente, padronização histórica do processo, ou necessidade da estabilidade marginalmente superior em uma aplicação de alta criticidade. Fora isso, o termopar tipo S entrega desempenho equivalente por um custo menor. - O termopar tipo R exige a mesma proteção cerâmica que o tipo S?
Sim. Sendo ambos termopares nobres com uma perna de platina pura, o risco de contaminação por vapores metálicos é o mesmo, e a proteção cerâmica de alta pureza é igualmente necessária para os dois. - A calibração do termopar tipo R segue os mesmos requisitos da CQI-9?
Sim, com rastreabilidade RBC/Inmetro conforme ISO 17025, como qualquer sensor nobre usado em processos avaliados pela CQI-9.
Resumindo
- O termopar tipo R (Pt87Rh13) e o termopar tipo S (Pt90Rh10) têm faixa de operação e comportamento muito parecidos, com o tipo R ligeiramente mais sensível e estável, a um custo mais alto.
- Os dois compartilham o mesmo código de cor sob o padrão IEC (laranja/branco), o que exige atenção redobrada na identificação para não confundir os dois na instalação ou na compra.
- Não são intercambiáveis: cada um segue sua própria tabela de referência de temperatura, e configurar o instrumento errado gera erro sistemático de leitura.
- A escolha entre os dois costuma depender de instrumentação já instalada, exigência do cliente ou orçamento, não de uma diferença técnica decisiva.
- Na linha Contemp, o termopar tipo R está disponível dentro das mesmas construções físicas (TCCL, TCCC) que atendem o tipo S e o tipo B.
Fale com a Contemp
Se sua planta está migrando entre termopar tipo R e tipo S, ou precisa confirmar qual dos dois está instalado atualmente, o laboratório de calibração da Contemp, acreditado pela Cgcre/Inmetro (CAL 0224) conforme ISO 17025, pode ajudar a identificar e calibrar corretamente. Fale com nossos especialistas.
Leia também, na nossa série sobre CQI-9:
- Conceitos Básicos da CQI-9
- Termopar Tipo S: Como Funciona e Quando Usar (link a confirmar após publicação)
- Termopar Tipo B: Temperatura Máxima e Aplicações Críticas (link a confirmar após publicação)
- Por que utilizar termopares de platina e onde aplicá-los?

