Termopares para CQI-9: Guia Comparativo de Todos os Tipos e Onde Encontrar Cada Um

Uma decisão que parece simples e não é

“Qual termopar eu uso?” parece uma pergunta com resposta óbvia até você perceber que ela esconde outras três: qual a temperatura real do processo, qual a atmosfera (oxidante, redutora, inerte), e qual o orçamento disponível frente à criticidade da aplicação. Errar essa escolha não aparece imediatamente, aparece meses depois, como uma reprovação de TUS ou SAT sem causa física aparente no forno.

Reunimos aqui, lado a lado, os sete tipos de termopar que já detalhamos nesta série, da faixa criogênica à faixa acima de 1.800°C, e a tabela completa dos sensores que a Contemp fabrica para cada um deles.

Comparativo técnico: os sete tipos lado a lado

Termopar Tipo TTermopar Tipo JTermopar Tipo KTermopar Tipo NTermopar Tipo STermopar Tipo RTermopar Tipo B
CategoriaMetal básicoMetal básicoMetal básicoMetal básicoNobre (platina)Nobre (platina)Nobre (platina)
ComposiçãoCobre / ConstantanFerro / ConstantanCromel / AlumelNicrosil / NisilPt90Rh10 / Pt puroPt87Rh13 / Pt puroPt70Rh30 / Pt94Rh6
Faixa de operação-270°C a 370°C-40°C a 750°C (limite 770°C)-200°C a 1260°C-270°C a 1300°C0°C a 1600°C0°C a 1600°CAté 1700°C contínuo, 1820°C pico
Sensibilidade~43 µV/°C~50-55 µV/°C~41 µV/°C~39 µV/°C~10 µV/°CLigeiramente maior que o tipo S~10 µV/°C, quase nula abaixo de 50°C
Principal fraquezaOxidação do cobre acima de 370°COxidação do ferro em atmosfera oxidante acima de 540°C (espelho do green rot)Green rot (800-1260°C, baixo oxigênio)Mais resistente que o tipo K, não imuneContaminação por vapores metálicosContaminação por vapores metálicosMigração de ródio entre as pernas
Custo relativoBaixoMenorMenorBaixo a médioAltoMais alto que o tipo SO mais alto entre os nobres
Proteção recomendadaMetálica, resistente à umidadeMetálica, evitar umidade abaixo de zeroMetálica, ou mineral para reduzir exposiçãoMetálica, com Inconel 600Cerâmica de alta pureza (710/799)Cerâmica de alta pureza (710/799)Cerâmica de alta pureza (710/799)
Melhor usoCriogenia, cadeia do frio, farmacêuticoAtmosfera redutora, vácuo, plásticosUso geral, custo-benefícioProcessos críticos 200-600°C ou 800-1260°CReferência de laboratório e calibraçãoAlternativa ao tipo S com margem extra de estabilidadeTemperaturas extremas, acima de 1260°C

Guias completos de cada tipo

Cada termopar acima tem um artigo dedicado nesta série, com ficha técnica completa, mecanismos de falha e perguntas frequentes:

Termopar Tipo B: Temperatura Máxima e Aplicações Críticas (link a confirmar após publicação)

Termopar Tipo T: o Sensor Ideal para Baixas Temperaturas e Cadeia do Frio (link a confirmar após publicação)

Termopar Tipo J: Composição, Faixa e Quando Escolher em Vez do Tipo K (link a confirmar após publicação)

Termopar Tipo K: Guia Completo de Aplicações, Limites e Green Rot (link a confirmar após publicação)

Termopar Tipo N: Por Que Substituir o Tipo K em Processos Críticos (link a confirmar após publicação)

Termopar Tipo S: Como Funciona e Quando Usar na Indústria (link a confirmar após publicação)

Termopar Tipo R: Diferenças em Relação ao Tipo S (link a confirmar após publicação)

Guias completos de cada tipo

Cada termopar acima tem um artigo dedicado nesta série, com ficha técnica completa, mecanismos de falha e perguntas frequentes:

  1. Termopar Tipo K: Guia Completo de Aplicações, Limites e Green Rot (link a confirmar após publicação)
  2. Termopar Tipo N: Por Que Substituir o Tipo K em Processos Críticos (link a confirmar após publicação)
  3. Termopar Tipo S: Como Funciona e Quando Usar na Indústria (link a confirmar após publicação)
  4. Termopar Tipo R: Diferenças em Relação ao Tipo S (link a confirmar após publicação)
  5. Termopar Tipo B: Temperatura Máxima e Aplicações Críticas (link a confirmar após publicação)

Catálogo completo: os 40 termopares da linha Contemp

O catálogo é organizado por construção física do sensor, não por tipo isolado, já que a maioria dos produtos aceita mais de um tipo de termopar como opção de especificação. Use a coluna “Sensor” para confirmar quais tipos cada construção aceita.

Com cabeçote (20 produtos)

CódigoVarianteSensorFaixa °C
TPCRPoço de proteção usinado + rosca de fixação ao processoT/J/K/N-160 a 1150
TPCRPoço de proteção até 1 BAR + rosca de fixação ao processoT/J/K/N-160 a 1150
SMCLIsolação mineral + cabeçote de ligaçãoT/J/K/N-160 a 1150
SMCRIsolação mineral + cabeçote + rosca de fixação ao processoT/J/K/N-160 a 1150
SMCLIsolação mineral + cabeçote + bucim de fixação e ajusteT/J/K/N-160 a 1150
SMCLIsolação mineral + cabeçote + anel de fixação e ajusteT/J/K/N-160 a 1150
SCTMProteção metálica + cabeçote de ligaçãoT/J/K/N-50 a 1150
SCTRProteção metálica + cabeçote + rosca de fixação ao processoT/J/K/N-50 a 1150
SCTMProteção metálica + cabeçote + bucim de fixação e ajusteT/J/K/N-50 a 1150
SCTMProteção metálica + cabeçote + anel de fixação e ajusteT/J/K/N/S-50 a 1150
TPNR – Termopar Tipo K com cabeçote de ligação, niple união, poço de proteção usinado e rosca de fixação ao processoTPNRNiple união + poço usinado + rosca de fixação ao processoT/J/K/N-160 a 1150
TPNDNiple união + poço usinado fixado por solda ao processoT/J/K/N-160 a 1150
TPNFNiple união + poço usinado com flange de fixação ao processoT/J/K/N-160 a 1150
TAMLAngular, para uso em banhos de tratamento térmicoJ/K/N-50 a 1000
TAMLAngular, metais não ferrosos fundidos, resistente a impactos (tubo nodular perlítico)J/K/N-50 a 1000
TACEAngular, imersão em metais não ferrosos fundidos, longa duração (carbeto de silício)J/K/N-50 a 1000
TCCLNobre, luva cerâmica + cabeçote + rosca de fixação ao processoS/R/B0 a 1580*
TCCLNobre, luva cerâmica + cabeçote + bucim de fixação e ajusteS/R/B0 a 1580*
TCCLNobre, luva cerâmica + cabeçote + anel de fixação e ajusteS/R/B0 a 1580*
TCCL - Termopar com cabeçote de ligação, luva metálica e proteção cerâmica.webp-Tue Nov 28 2023 09_48_43 GMT-0300 (Horário Padrão de Brasília)TCCLNobre, luva cerâmica + cabeçote de ligação (sem fixação específica)S/R/B0 a 1580*

Com cabo compensado (9 produtos)

CódigoVarianteSensorFaixa °C
SCTL – Termopar com haste inox cravado em cabo de sinal – até 300°C
SCTLHaste inox cravada em cabo de sinalT/J/K/N-20 a 300
SCTL – Termopar com haste inox cravado em cabo de sinal, mola de conformação e bucim de fixação e ajuste ao processo – até 300°C
SCTLHaste inox cravada em cabo + mola de conformação + bucimT/J/K/N-20 a 300
SMPRHaste inox, pote selado + cabo de sinalT/J/K/N-160 a 1150
SMRDHaste inox selada + cabo + rosca dupla (processo/instrumento)T/J/K/N-160 a 1150
SMRPHaste inox selada + mola de conformação + cabo + rosca de fixaçãoT/J/K/N-160 a 1150
SMPRHaste inox, pote selado + mola + cabo + bucim de fixação e ajusteT/J/K/N-160 a 1150
SMPTHaste inox, pote selado + cabo + sapa flexível inoxT/J/K/N-160 a 1150
SMPTHaste inox, pote selado + cabo + sapa flexível + bucimT/J/K/N-160 a 1150
SMRCHaste inox + cabo de sinal + rosca de conexão ao instrumentoT/J/K/N-160 a 1150

Flexível c/ cabo compensado (2 produtos)

CódigoVarianteSensorFaixa °C
FSBAFlexível, mola de ajuste/conformação + baioneta ajustávelT/J/K/N-20 a 300
FSBAFlexível, haste inox + mola de ajuste + baioneta ajustávelT/J/K/N-20 a 450

Com conector compensado (6 produtos)

CódigoVarianteSensorFaixa °C
TMCFConector compensado + haste metálicaT/J/K/N-160 a 1150
TMCFConector compensado + haste metálica + bucim de fixação e ajusteT/J/K/N-160 a 1150
TRFMConector compensado + haste metálica selada + cabo compensado flexívelT/J/K/N-160 a 1150
TRFMConector compensado + haste selada + cabo flexível + bucimT/J/K/N-160 a 1150
TMTMConector compensado + haste metálica selada + sapa flexívelT/J/K/N-160 a 1150
TMTMConector compensado + haste selada + sapa flexível + bucimT/J/K/N-160 a 1150

Refil / sensor (3 produtos)

CódigoVarianteSensorFaixa °C
SCICRefil fio rígido + isoladores cerâmicos + bloco de ligaçãoJ/K0 a 1150
SMBLRefil isolação mineral + bainha + bloco de ligação cerâmicoT/J/K/N-160 a 1150
TCCCRefil fio rígido nobre + isolador cerâmico capilar + bloco de ligaçãoS/R/B20 a 1580*

Termopares S/R/B (linhas TCCL e TCCC): a faixa de trabalho padrão do sensor é 0 a 1580°C, mas o tubo de proteção cerâmico 710 nacional suporta até 1600°C, e a versão importada até 1900°C.

Perguntas frequentes

  1. Como escolher entre termopar de metal básico e termopar nobre?
    Comece pela temperatura máxima real do processo. Até aproximadamente 1260°C, um termopar de metal básico (K ou N) costuma ser suficiente e mais econômico. Acima disso, ou em aplicações que exigem alta precisão e estabilidade de longo prazo, um termopar nobre (S, R ou B) se justifica.
  2. Todos os produtos da tabela aceitam qualquer tipo de sensor da coluna “Sensor”?
    Sim, a coluna indica os tipos de termopar disponíveis como opção de especificação para aquela construção física. Confirme o tipo desejado explicitamente no pedido.
  3. Por que existem tantas variantes do mesmo código de produto (como TCCL ou SMCL)?
    Cada variante representa uma forma diferente de fixação ao processo (rosca, bucim, anel, ou sem fixação específica), não um sensor diferente. A escolha da fixação depende de como o termopar será instalado no seu equipamento.
  4. A Contemp fabrica termopares personalizados fora dessa tabela?
    Nossa engenharia de aplicação avalia demandas específicas caso a caso. Se sua aplicação não se encaixa exatamente em nenhuma das construções listadas, vale conversar diretamente com nossos especialistas.
  5. Onde encontro as tolerâncias de calibração exatas (Classe 1, Classe 2) para cada tipo?
    Nos artigos individuais de cada tipo de termopar, linkados na seção acima, e nos certificados de calibração emitidos pelo nosso laboratório para o sensor específico adquirido.

Resumindo

  • A escolha do termopar certo depende de três fatores: temperatura máxima real, atmosfera do processo e criticidade da aplicação frente ao orçamento.
  • Termopares de metal básico (K, N) cobrem a maioria dos processos até 1260°C; termopares nobres (S, R, B) atendem temperaturas mais altas e aplicações de referência.
  • O catálogo da Contemp organiza os 40 produtos por construção física, não por tipo de sensor isolado, a maioria aceita múltiplos tipos como opção.
  • Consulte os cinco guias detalhados desta série para os mecanismos de falha, tolerâncias e critérios de escolha específicos de cada tipo.

Fale com a Contemp

Com 40 construções físicas diferentes e cinco tipos de sensor disponíveis, encontrar a combinação certa para o seu processo é mais fácil com apoio técnico. O laboratório de calibração da Contemp, acreditado pela Cgcre/Inmetro (CAL 0224) conforme ISO 17025, também garante que o sensor escolhido chegue com a rastreabilidade que a CQI-9 exige. Fale com nossos especialistas.

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A Contemp tem expertise na fabricação e comercialização de produtos para medição e controle de temperatura em em processos industriais.
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