Sua calandra realmente controla a temperatura… ou apenas acredita que controla?
No processo de calandragem da borracha, a temperatura não é apenas uma variável operacional — é o fator que define qualidade, estabilidade dimensional, acabamento superficial e risco de pré-vulcanização (scorch).
Na maioria das plantas industriais, o controle térmico ainda é baseado na medição do fluido térmico ou na temperatura interna do cilindro. Porém, o produto não “enxerga” o óleo térmico.
O que impacta diretamente a manta é a temperatura real da superfície do rolo.
Pequenas variações térmicas invisíveis ao sistema podem resultar em:
- Variação lateral de espessura
- Tensões desiguais
- Empenamento após resfriamento
- Oscilações ao longo da bobina
- Aumento de refugo
- Ajustes constantes pelo operador
Se existe diferença entre o valor indicado no painel e a condição real da superfície, o processo está operando com dados incompletos.
E dados incompletos geram decisões imprecisas.
O problema não é o setpoint. É a variável errada sendo medida.
Conforme observado na realidade do chão de fábrica, três fatores são críticos:
- Gradiente térmico ao longo da largura do rolo
- Oscilação térmica ao longo do tempo
- Diferença entre fluido térmico e superfície real
Sem medição direta da superfície, o processo torna-se reativo.
A tecnologia de sensores infravermelhos industriais permite medir exatamente o que importa: a temperatura superficial real do cilindro, sem contato, com alta precisão e resposta rápida.
Dentro dessa evolução tecnológica, destaca-se o comparativo entre duas gerações de sensores compactos industriais:
- Optris CT LT
- Optris CTi LT
Ambos operam na faixa espectral de 8–14 µm, ideal para borracha e materiais orgânicos. Porém, a nova geração apresenta avanços metrológicos significativos.
Evoluções técnicas relevantes do CTi LT:
- Repetibilidade 5x superior (±0,1 %)
- Maior sensibilidade térmica (NETD 30 mK)
- Tempo de resposta mais rápido (115 ms)
- Emissividade ampliada (0,05–1,100)
- Protocolos industriais modernos: Profinet, EtherNet/IP, Modbus TCP/RTU e USB
Na prática industrial, isso significa:
✅ Identificação precoce de microvariações térmicas
✅ Detecção de hotspots antes que gerem defeitos
✅ Controle dinâmico mais estável
✅ Integração total com CLPs e sistemas SCADA
✅ Registro histórico para auditorias e rastreabilidade
O que muda financeiramente quando o controle térmico passa a ser real?
Quando a medição deixa de ser indireta e passa a representar a variável que realmente impacta o produto, os ganhos deixam de ser teóricos e passam a ser mensuráveis.
1️⃣ Redução de refugo
Menos variação lateral e menos bobinas rejeitadas.
2️⃣ Aumento de produtividade
Menos paradas para ajustes manuais.
3️⃣ Estabilidade do processo
Menor dependência da intervenção constante do operador.
4️⃣ Prevenção de falhas críticas
Detecção antecipada de aquecimento irregular e risco de scorch.
5️⃣ Rastreabilidade industrial
Registro contínuo de dados térmicos para auditorias, clientes e análises de causa raiz.
6️⃣Alinhamento com Indústria 4.0
Integração direta com sistemas digitais da planta.
O verdadeiro ROI
O investimento em medição térmica precisa não deve ser analisado apenas pelo custo do sensor.
Ele deve ser comparado com:
- Custo mensal de refugo
- Horas improdutivas de máquina
- Retrabalho
- Reclamações de clientes
- Perda de reputação
- Falta de rastreabilidade em auditorias
Em muitas plantas, a redução de apenas alguns pontos percentuais de refugo já paga o investimento em poucos meses.
Quando o controle térmico se torna preventivo — e não corretivo — o processo deixa de reagir a problemas e passa a evitá-los.
A pergunta estratégica não é “vale a pena investir?” A pergunta correta é: quanto custa continuar operando sem medição real da superfície?
Se sua calandra ainda mede apenas o fluido térmico ou depende de medições indiretas, existe uma oportunidade clara de evolução tecnológica.
A implementação de sensores infravermelhos de alta repetibilidade permite:
- Monitoramento contínuo da superfície
- Alarmes estruturados
- Histórico de dados
- Controle térmico baseado na variável correta
- Validação técnica para auditorias e clientes
O controle térmico não deve ser uma estimativa.
Deve ser uma evidência mensurável.
Conclusão Técnica e Estratégica
O controle térmico em calandras de borracha é um fator estratégico para:
- Qualidade
- Produtividade
- Redução de custos
- Competitividade
- Conformidade industrial
A evolução tecnológica representada pelo CTi LT demonstra que precisão metrológica e integração industrial não são mais diferenciais — são requisitos para processos estáveis e previsíveis.
