Introdução: a auditoria não deveria ser uma surpresa
Se a auditoria CQI-9 costuma gerar tensão na sua planta, é sinal de que a preparação está acontecendo tarde demais, em cima da data marcada, em vez de fazer parte da rotina. Este checklist reúne, num só lugar, os pontos que já detalhamos ao longo desta série (TUS, SAT, tabelas de processo, calibração e a integração com a IATF 16949) organizados na ordem em que um auditor normalmente revisa.
1. Documentação e histórico
- ☐ A edição da CQI-9 usada na documentação interna é a mesma exigida pelo cliente na próxima auditoria (confira as mudanças entre edições; a AIAG já anunciou o conteúdo da 5ª edição, ainda sem data de lançamento publicada).
- ☐ Os Requisitos Específicos do Cliente (CSR) aplicáveis à sua planta foram revisados na versão mais recente disponível no portal do IATF.
- ☐ Registros de vida útil dos termopares estão atualizados, incluindo data de instalação e substituição.
- ☐ Treinamentos de operadores estão documentados e dentro da validade.
- ☐ Planos de ação corretiva de auditorias anteriores estão fechados, com evidência objetiva, não apenas descritos como “concluído”.
2. Calibração e rastreabilidade metrológica
- ☐ Todos os sensores de temperatura (termopares e termorresistências) usados no processo, não apenas os de teste, têm certificado de calibração vigente, emitido por laboratório acreditado (RBC/Inmetro, conforme ISO 17025).
- ☐ Não há nenhum sensor com calibração “caseira” ou sem rastreabilidade metrológica em uso no processo produtivo.
- ☐ Os certificados de calibração estão organizados e acessíveis para consulta imediata durante a auditoria, não precisam ser localizados na hora.
3. TUS (Temperature Uniformity Survey)
- ☐ O TUS mais recente foi realizado dentro da frequência aplicável ao processo (geralmente anual, com exceção de alumínio, a cada 6 meses).
- ☐ Os termopares de teste usados na survey têm calibração rastreável e vigente.
- ☐ Os resultados estão dentro da tolerância da tabela de processo aplicável (têmpera, revenimento, normalização, recozimento, entre as nove tabelas previstas na norma).
- ☐ Se houve reprovação em alguma survey anterior, a ação corretiva foi documentada e uma nova survey comprovou a correção.
4. SAT (System Accuracy Test)
- ☐ O SAT mais recente foi realizado dentro da frequência aplicável (geralmente trimestral).
- ☐ O termopar de referência usado no teste tinha calibração rastreável e vigente.
- ☐ Os desvios encontrados estão dentro do limite máximo admissível para o tipo de sensor e processo.
5. Qualificação de pessoal
- ☐ O auditor interno responsável pela autoavaliação CQI-9 tem experiência como auditor de sistema de gestão da qualidade (ISO 9001, IATF 16949 ou equivalente).
- ☐ O auditor interno conhece as Ferramentas Centrais da Qualidade Automotiva (SPC, MSA, PPAP, FMEA, APQP), não apenas os requisitos específicos da CQI-9.
- ☐ O auditor interno tem conhecimento técnico de tratamento térmico, não é apenas um auditor de qualidade genérico designado para a tarefa.
6. Autoavaliação HTSA e Job Audit
- ☐ A autoavaliação HTSA (Heat Treat System Assessment) completa foi conduzida dentro do último ciclo anual, salvo frequência diferente definida pelo cliente.
- ☐ Os Job Audits (avaliação de peças específicas, por pedido e cliente, conforme a Seção 4.0 da norma) foram realizados amostrando diferentes fabricantes de componentes automotivos atendidos pela planta.
- ☐ A tabela de processo correspondente a cada Job Audit está corretamente identificada e anexada como evidência.
7. Ações corretivas e não conformidades
- ☐ Toda não conformidade identificada em autoavaliações internas tem plano de ação corretivo com prazo definido, não apenas registrado.
- ☐ Não conformidades recorrentes (o mesmo problema aparecendo em mais de um ciclo) foram tratadas na causa raiz, não só no sintoma.
Resumindo
- A preparação para a CQI-9 cobre sete frentes: documentação, calibração, TUS, SAT, qualificação de pessoal, autoavaliação HTSA/Job Audit e ações corretivas.
- Calibração sem rastreabilidade metrológica invalida qualquer resultado de TUS ou SAT, mesmo que os números pareçam corretos.
- O auditor interno precisa de qualificação específica, não é qualquer pessoa da equipe de qualidade.
- Ações corretivas de ciclos anteriores precisam estar fechadas com evidência, não apenas descritas como resolvidas.
- Preparação contínua, revisada mês a mês, evita a correria de véspera de auditoria.
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O laboratório de calibração da Contemp, acreditado pela Cgcre/Inmetro (CAL 0224) conforme ISO 17025, apoia empresas automotivas e de autopeças exatamente nos itens 2, 3 e 4 deste checklist: calibração, TUS e SAT com rastreabilidade completa. Fale com nossos especialistas antes que a data da auditoria esteja em cima da hora.
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