SAT – A Importância do teste em operação

Até o momento relatamos, em artigos anteriores, como cada equipamento é abordado isoladamente dentro da estrutura da CQI-9. Tratamos de construção, tipos e calibração dos termopares de processo, explicamos sobre exatidão dos controladores de temperatura e sua calibração RBC e também tratamos sobre questões de cabos de compensação e extensão.

Mas, como esses itens atuam quando estão conectados e trabalhando em conjunto?

Qual é a resposta que este sistema de medição trás quando está exposto à condição real de operação?

Como é possível garantir que não há erros de montagem, ligação e posicionamento e a temperatura do processo está sendo corretamente controlada?

Para responder as questões acima é que o SAT deve ser corretamente executado.

O SAT (System Accuracy Test) consiste na comparação entre a leitura do sensor de controle, monitoramento ou registro da temperatura do forno e a leitura de um sensor padrão posicionado o mais próximo possível da junta de medição do termopar de controle, pareado com um indicador de temperatura padrão que atenda aos requisitos determinados. Deve ser realizado com a instrumentação instalada no forno, durante a operação real e na temperatura usual de trabalho.

Além disso há um outro aspecto muito importante, que é garantir que o sensor de temperatura de controle está mantendo suas propriedades durante o uso e dentro do período previsto de troca no caso de ser um sensor de metal básico, ou a recalibração no caso de ser um sensor de metal nobre.

Importante: Se o forno tem sistemas separados de controle, monitoramento e registro de temperatura, é necessário realizar um SAT em cada um destes sistemas separadamente. No entanto não é preciso realizar um SAT em sistemas de segurança, onde o monitoramento da temperatura é somente para garantir que o forno não sofra superaquecimento.

Para garantir a conformidade do SAT, sem erros de montagem e execução incorreta, a CQI-9 prevê metodologias claras, separadas em método de sondagem (A e B) e método comparativo.

Abaixo, temos imagens para ilustrar melhor as diferenças entre os métodos de sondagem A e B e o método comparativo.

Método de sondagem A

SAT Metodo comparativo

Método de sondagem B

Método comparativo

Cabe aos responsáveis pelo processo optar entre eles dependendo do modelo de forno, da instrumentação instalada, da periodicidade de execução que cada um exige e da estrutura de equipe que pretende empenhar.

A CQI-9 exige que a calibração do sistema seja rastreável e realizada sob condições reais de operação. Sensores com alta deriva invalidam o teste, gerando não conformidades críticas em auditorias. Também é mandatório seguir o correto posicionamento do Sensor de referencia dentro do forno, a distância máxima tanto em profundidade quanto em lateralidade entre o sensor de controle e o sensor de referência não deve ultrapassar 50mm. E o termopar de controle não deve ser movido de sua posição de trabalho. Com isto,  é necessário que soluções específicas sejam desenvolvidas para que se garanta a execução de acordo com o que é solicitado no documento da AIAG.

Soluções Contemp: Serviço em campo para SAT

A Contemp, consolidada como a maior fabricante de sensores de temperatura do mercado nacional, oferece uma solução completa para empresas que buscam conformidade total com a CQI-9 sem interromper sua produtividade. Nosso serviço de calibração em loco é projetado para atender às demandas mais rigorosas da indústria metalúrgica e automotiva.

Diferenciais do Serviço Contemp:

  • Rastreabilidade RBC: Todas as calibrações são realizadas com padrões rastreáveis à Rede Brasileira de Calibração, garantindo aceitação em auditorias internacionais.
  • Expertise em SAT e TUS: Nossa equipe técnica realiza o procedimento completo, desde a instalação dos sensores padrão até a emissão dos relatórios de uniformidade e acurácia.
  • Sensores de Alta Performance: Como fabricante de sensores de temperatura, utilizamos dispositivos de fabricação própria, com isolação mineral e classes de tolerância especiais, desenvolvidos especificamente para suportar o rigor dos testes de campo.
  • Redução de Downtime: A calibração em loco elimina a necessidade de envio de instrumentos para laboratórios externos, reduzindo o tempo de parada de máquina e os riscos de danos no transporte.

Perguntas Frequentes (FAQ)

Qual o melhor sensor para SAT? O sensor ideal depende da temperatura de operação. Para fornos acima de 600°C, o Termopar Tipo N é a melhor escolha devido à sua estabilidade. Para processos abaixo de 600°C que exigem precisão extrema, recomenda-se a PT100 Classe A.

Por que usar Termopar Tipo N na CQI-9? A norma exige alta repetibilidade e baixa deriva. O Tipo N é superior ao Tipo K pois resiste melhor à oxidação e não sofre com as instabilidades magnéticas e térmicas que podem causar erros de leitura e reprovação em auditorias.A Contemp faz calibração RBC em loco? Sim. A Contemp, além de ser a principal fabricante de sensores de temperatura do mercado nacional, possui uma divisão de serviços especializada que realiza calibrações com rastreabilidade RBC diretamente na planta do cliente, garantindo agilidade e conformidade técnica total.

Conclusão

A conformidade com a CQI-9 não deve ser vista apenas como uma obrigação burocrática, mas como uma oportunidade de elevar a qualidade do processo produtivo. A seleção correta de sensores — priorizando materiais de alta pureza e classes de tolerância rigorosas — é o primeiro passo para um SAT bem-sucedido.

Como a fabricante de sensores de temperatura de maior prestígio no Brasil, a Contemp oferece o suporte necessário para sua conformidade. Sua empresa está pronta para a próxima auditoria? Não deixe a precisão do seu processo ao acaso. Fale agora mesmo com nossos engenheiros especialistas para especificar os melhores sensores para sua aplicação ou agende sua calibração em loco com a equipe técnica da Contemp. Garanta segurança e excelência operacional com quem é autoridade no assunto.

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